Rio Negrinho 137 anos!
segunda-feira, 24 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
segunda-feira, 10 de abril de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
Dia Mundial da Água
Os alunos do 1º Ano estão desenvolvendo o projeto de educação financeira que visa a utilização consciente da água no ambiente escolar. Para isso, observaram as torneiras, conversaram sobre o assunto e visualizaram a quantidade de água no consumo cotidiano de uma pessoa. No projeto ainda estão previstas atividades com relação ao ciclo da água, utilização da água para outros fins (além do consumo humano) e leitura de faturas de água com atividades envolvendo gráficos de consumo e valores.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Obesidade Infantil
Entrevista: Um olhar para a obesidade infantil
Entrevista concedida ao Portal de Educação Física na íntegra – 2014
Ana Elizabeth Luz Guerra
Qual a importância do alimento na relação entre pais e filhos?
Ana Elizabeth Luz Guerra: A alimentação vai além de uma necessidade
biológica, pois possui também um valor simbólico. Ela possibilita que
haja uma vinculação entre pais e filhos na medida em que se configura
numa comunicação profunda entre eles que se inicia já nos primeiros
momentos se vida. Por exemplo, o bebê ao ser alimentado, recebe, além do
leite, o carinho, o toque que envolve, o calor e o cheiro do corpo dos
pais, o olhar que protege, a voz que embala. A fome, que inicialmente
despertou o choro pela primeira mamada, passa a ser acompanhada pelo
desejo de estar com o outro. Essa dinâmica segue por toda a vida que,
muitas vezes, passa a ser celebrada ao redor da comida. Cozinhar para um
filho, mesmo já adulto, pode significar um gesto de amor. Ao passo que o
filho, quando aceita e desfruta do alimento, simbolicamente, recebe o
amor de seus pais. Se recebo o alimento com prazer e o coloco dentro de
meu corpo, introjeto também o amor de quem o fez.
Sob uma ótica relacional, o alimento pode ser considerado, pela criança ou pelos pais, um substituto da relação?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Sim. Há casos em que a família, por
exemplo, acaba superalimentando a criança para preencher uma falta na
relação, uma falta de tempo, falta de afeto. Os pais, às vezes, se
sentem culpados por alguma motivo e equacionam uma lógica em que nada
pode faltar e, dessa forma, acabam por encher a criança de brinquedos,
de comida, de permissividade. Ao superalimentarem a criança ou
simplesmente apresentarem dificuldades em estabelecer hábitos
alimentares saudáveis, dar limites, frustrar, alguns pais, por exemplo,
permitem que a criança faça uso de guloseimas sem muitas restrições,
coma na frente da televisão, se acostume a receber sempre na boca a
comida mesmo que em idade avançada, entre outros comportamentos.
A superproteção pode ser a causa da falta de limites na escolha do alimento pela criança?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Tanto a falta quanto o excesso de proteção
são prejudiciais ao bom desenvolvimento da criança, pois a mantêm numa
relação de dependência afetiva. Superproteger pode implicar dificuldade
por parte da família em frustrar os filhos também na hora de escolher a
comida. Dessa forma a criança termina por decidir o que vai comer e,
muitas vezes, desenvolve hábitos alimentares não saudáveis.
Os pais têm consciência da obesidade do filho e das limitações e doenças que podem causar?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Há famílias que se orgulham de ter um filho
gordinho pois, para elas, isso é sinal de saúde, de beleza, de fartura.
Outras, porém, têm consciência do prejuízo que os maus hábitos
alimentares podem gerar, no entanto, a dificuldade em estabelecer uma
relação mais saudável com ato de alimentar seus filhos é tanta que,
algumas vezes, é necessário uma ajuda profissional. Há ainda pais que
culpabilizam a criança por estar obesa e outros, que por terem a mesma
relação com a comida, não conseguem fazer muito para ajudá-la.
Quais são as principais limitações psicomotoras da criança obesa?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Em geral as crianças obesas têm limitações
funcionais do movimento. Além disso é comum apresentarem autoestima
baixa o que faz com que sintam-se menos capazes de realizar certos
movimentos e, muitas vezes, nem tentam realizá-los por vergonha e medo
de se exporem.
Como mudar essa relação da criança com a comida e com a família?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Tudo começa pelo exemplo dos pais. A
alimentação familiar é fundamental para a criança adquira bons hábitos. A
relação dos pais com a comida e a consciência de que podem estar
contribuindo positivamente ou negativamente para a saúde do filho deve
ser investigada. Dependendo do caso e do grau, a família vai necessitar
de orientações específicas de um médico, de um nutricionista e, algumas
vezes, é necessário acompanhamento terapêutico para que a família possa
ressignificar sua relação com a comida e com o ato de alimentar seus
filhos. A criança obesa, muitas vezes, se encontra fragilizada e, além
dos cuidados com a saúde física, pode ser necessária uma intervenção
terapêutica para que ela encontre o lugar de sujeito nessa relação, ou
seja, encontre-se com a verdade do seu desejo, que deve estar em
consonância consigo e não com o que imagina que os outros esperam dela.
A criança que relaciona as emoções aos alimentos vai carregar
isso consigo pro resto da vida? Ela corre o risco de transmitir isso
aos seus filhos também?
Ana Elizabeth Luz Guerra: As experiências que vivemos geram marcas
que ficam inscritas em nosso psiquismo e nos acompanham pela vida
influenciando as modalidades de relação que estabelecemos. Com certeza
corre-se o risco de uma repetição.
Há algo de importante ou pertinente a comentar sobre o tema e que ainda não abordamos?
Ana Elizabeth Luz Guerra: Em meu trabalho clínico com a Psicomotricidade Relacional¹ percebo
um aumento significativo de crianças com dificuldades emocionais
relacionadas à obesidade. A imagem que tem si, muitas vezes distorcida,
contribui para um quadro de isolamento em que ela nega o que mais deseja
que é interagir com os demais. Dessa forma é importante que a família,
a escola e todos que se relacionam com a criança estejam atentos aos
seus comportamentos sintomáticos, pois são geral mensagens endereçadas
aos outros e que ela, sozinha, não consegue decifrar.
¹A Psicomotricidade Relacional é
uma “práxis” preventiva e terapêutica que enfatiza a motricidade humana
e sua relação de reciprocidade com o psiquismo. Prioriza o movimento
espontâneo, a linguagem analógica, a comunicação tônica, o brincar
espontâneo e o jogo simbólico, dentro de um contexto grupal, para que o
sujeito possa contar de si pelo viés do discurso corporal, contatar com
seu desejo, elaborar conflitos e desenvolver-se na busca de um viver
melhor e mais saudável. Nessa metodologia, o corpo-sujeito do
psicomotricista relacional está sobremaneira implicado nas intervenções
psicomotoras (GUERRA, 2012).
Ana Elizabeth Luz Guerra
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Copa Norte de Futsal
Alunos da EMEBI Padre Cláudio Longen estão participando da Copa Norte de Futsal. Os jogos da 1ª etapa aconteceram nos dias 4 e 5 de julho na cidade de Mafra/SC. A competição, em sua primeira edição com equipes do norte catarinense, tem jogos nas categorias sub 9, sub 11, sub 13 e sub 15. A próxima etapa será no dia 18 de julho em São Bento do Sul.
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| Categoria Sub 9 - 1º Lugar / 10 pontos |
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| Categoria Sub 11 - 5º Lugar / 3 pontos |
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| Categoria Sub 13 - 4º Lugar / 4 pontos |
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| Categoria Sub 15 - 6º Lugar / 2 pontos |
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